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Desde algum tempo que me dedico ao Cake Design. Para mim, esta arte é um hobbie. Por um lado, é a maneira de pôr a imaginação e a criatividade à prova e, por outro lado, é fugir, um pouco, à realidade. É entrar num mundo de fantasia e imaginário... É entrar num mundo que não existe...

Para mim o Cake design é um vício...

Adoro fazer esta arte e a partir de agora só quero melhorar, improvisando e fazendo com que cada bolo tenha um significado muito especial para quem o recebe.

Bons bolos!!!

Cake's With Love!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

História do Cake Design

A origem dos bolos confunde-se com a origem do pão. No começo, havia uma certa confusão e massa adocicadas assadas eram indistintamente chamadas de pães ou bolos. Os Egípcios já confeccionavam bolos de mel, bem como os Gregos da Ilha de Rodes. Existe um painel datado por volta de 1175 a.C., ilustrando a confeitaria da corte do faraó Ramsés III, com o registo de vários tipos de pães e bolos. E alguns historiadores acreditam que em 700 a.C., pães e biscoitos eram vendidos pelo Egipto.

Os Romanos conheciam a técnica de fermentação, e, por este motivo, desenvolveram várias receitas de bolos, inclusive com adição de frutas secas e mesmo queijo, o que seria uma versão rudimentar do cheesecake.

Embora os bolos sempre tenham estado associados a festas e comemorações, com o tempo, tornaram-se um alimento mais comum presente quase que diariamente à mesa. Por outro lado, os bolos de casamento ilustram, perfeitamente, a evolução da técnica e arte da confeitaria.

A tradição de servir bolos em casamentos remonta à Roma antiga. Era costume, nas famílias mais abastadas, preparar uma massa com ingredientes especiais, tradicionalmente usados como oferenda aos deuses, como frutas secas, nozes e mel. Este doce não era para ser consumido, mas os convidados amassavam-no em cima da cabeça da noiva, tal como se faz hoje com o arroz à saída da igreja.Desejava-se que os deuses trouxessem prosperidades, sorte e fertilidade.

Júlio César levou este costume para a Bretanha, em 54 a.C., e passou a fazer parte dos hábitos das populações locais. Na Inglaterra, os bolos decorados apareceram, pela primeira vez, na corte de Elizabeth I.Basicamente, usava-se pasta de amêndoas (maçapão) moldada em vários formatos. Os ingredientes ficavam cada vez mais sofisticados e exóticos, já que o Império Britânico fornecia produtos de todo o mundo.

Era comum fazer pequenos bolinhos doces, cobertos de maçapão e decorados. Alguns eram amassados e jogados à noiva, outro eram consumidos pelos convidados. Os que sobravam eram arrumados numa pilha, e os noivos deveriam-se beijar sobre o monte de bolinhos, com o objectivo de serem abençoados com muitos filhos. Não demorou muito para que esta pilha de bolinhos fosse substituída por um grande bolo.

Dentre as primeiras receitas que se tem registo, a que mais se aproxima dos bolos de hoje é uma receita italiana, de bolo de amêndoas, servida em Nápoles em 1478. Acredita-se também que tenha sido a Itália a precursora na arte dos bolos decorados. Quando Catarina de Médici se casou com o Rei na França, Henrique II, Levou como dote os seus confeiteiros e o seu o bolos de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. A técnica foi difundida pela França e em 1660, quando o rei Charles II retornou do exílio, para reclamar o trono inglês, levou consigo um séquito de habilidosos confeiteiros franceses. A partir deste momento, quando os bolos, ricamente decorados, passaram a ser um hábito e também um símbolo de status e poder económico, começou uma verdadeira corrida para saber qual a corte produzia o bolo mais espectacular.

Nesta época os bolos faziam parte da vida de nobres basicamente porque os ingredientes eram escassos, e muito caros. Além disso, ainda não tinham a qualidade de hoje, e uma simples receita de bolo exigia o trabalho de vários empregados: O açúcar tinha a forma de um grande torrão, que devia ser cortado, sovado e peneirado. A manteiga, em geral rançosa, devia ser lavada com água de rosas. As frutas secas, picadas, sem falar nos ovos, usados em quantidades enormes e batidos à mão. O fermento, levedura de cerveja, devia ser cultivado, e reactivado, tudo de forma natural. Pronta a massa, restava o trabalho de controlar fornos à lenha, muito diferentes dos actuais.

Por todo este período, as receitas desenvolveram-se de forma esparsa, dentro das cortes, conventos e cozinhas reais. A primeira receita de pasta americana (ou “sugar paste”) que se tem noticia está em uma obra chamada “Delights for Ladies”, de 1609. Leva açúcar, amido e goma tragacanth .Em 1769, Mrs. Raffald publicou um livro, “The Experienced English Housekeeper”, contendo uma receita de bolo, outra de maçapão, e de glacê real.

No século XIX, a grande estrela da confeitaria no mundo foi Antoine Carême. Cozinheiro preferido de todos os reis da Europa, ornamentava seus banquetes com monumentais peças de açúcar. Utilizando-se de uma espécie de pastilhagem, e inspirado na Arquitectura, construía sobremesas e bolos estruturados. Registou as suas obras, com desenhos de próprio punho, nas obras “Le Pâtissier royal parisien”. Paris, 1815, e “Le Pâtissier pittoresque”, Paris, 1842.
Por toda a Europa surgiam receitas exclusivas de bolos, famosas até hoje, como a Torta Vienense e o Bolo Sacher.

Em 1894, Ernest Schulbe mostrou seus trabalhos na Exposição de Londres. Seu livro “Advanced Piping and Modelling” deixou o registo de receitas e também dos utensílios usados à época. Muitas peças eram feitas de osso, existiam pinças marcadoras tal como as de hoje, e também eram feitas flores de açúcar. Basicamente, usava-se uma mistura de maçapão e massa elástica (“gum paste”). Na Inglaterra cada vez mais desenvolveu-se a técnica de usar o Glacê Real para revestir o bolo. Dizem que vem daí o costume de os noivos cortarem juntos a primeira fatia de bolo: O noivo precisava “ajudar” a noiva a rachar a cobertura rígida de açúcar.


No começo do século XX, os bolos decorados, agora mais acessíveis, começaram a fazer parte dos hábitos da sociedade como um todo. Surgiu a tradição, na Inglaterra e Estados Unidos, dos bolos de casamento de três andares, representando as três alianças: noivado, casamento e a eternidade.

Hoje a técnica está difundida praticamente no mundo todo, adaptando-se aos gostos e a cultura de cada país, surgindo inúmeras e maravilhosas possibilidades.

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